03/03/2016
Setor de seguros é resiliente à crise, diz novo presidente da CNseg

Recém-empossado, Marcio Coriolano anuncia que trabalhar pela regulamentação de produtos como o Seguro Popular de Automóvel, o PrevSaúde e o Universal Life estão entre as prioridades de sua gestão

O novo presidente da Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg), Marcio Serôa de Araújo Coriolano, tomou posse ontem durante o 21º. Encontro Nacional de Líderes do Mercado de Seguros, na Bahia. Diante de uma plateia formada por autoridades do mercado, do Governo, parlamentares e executivos do setor, ele afirmou que, apesar de algumas carteiras sentirem os impactos diretos do ambiente macroeconômico do país, historicamente, o setor vem demonstrando resiliência aos ciclos econômicos, mantendo uma trajetória de crescimento sustentado.

– O setor de seguros vem mantendo uma trajetória de crescimento consistente na casa de dois dígitos, acima, inclusive, do nível da economia brasileira em geral. Essa resiliência é reflexo do comportamento do brasileiro de priorizar a proteção de sua saúde e de seu patrimônio – afirmou o executivo.

Coriolano destacou que, em 2015, o setor de seguros movimentou recursos da ordem de R$ 364 bilhões em prêmios e contribuições, com um crescimento nominal de 11,4%. Esse número, segundo ele, é duas vezes maior do que a indústria automobilística gera para a economia brasileira. “Mas tão importante quanto indicar o crescimento da movimentação de recursos, é mostrar a expressiva prestação de serviços à sociedade sob a forma de indenizações, pagamento de benefícios, resgates e sorteios de capitalização“, enfatizou, complementando que somente o segmento de saúde suplementar, que atende a mais de 72 milhões de beneficiários, indenizou cerca de 1 bilhão de procedimentos médicos de todas as naturezas.

Para o presidente da CNseg, diante de cenário atual da economia brasileira, é importante retomar a crença na retomada do desenvolvimento do país e na crescente evolução do setor de seguros como mola propulsora desse movimento. Nesse sentido, disse, é tempo de apresentar as contribuições e propostas de nosso mercado para ajudar a mitigar os efeitos da crise. “Sabemos e reconhecemos que viveremos, nos próximos anos, um período de dificuldades no cenário econômico brasileiro. Para nós, a crença no país significa, acima de tudo, atuar em parceria com os demais agentes do setor e do próprio Governo para buscar, com ações propositivas e pragmáticas, o fortalecimento que ajudará o Brasil a retomar o seu ciclo de prosperidade”, afirmou. Nessa linha, Coriolano anunciou que, entre as frentes de trabalho de sua gestão, no próximo triênio, serão priorizados temas como o esforço para a regulamentação de produtos como o seguro popular de automóvel e os híbridos PrevSaúde, o qual combina previdência privada com saúde suplementar, e o “Universal Life”, produto flexível que conjuga seguro de vida com acumulação. Marcio Coriolano, enfatizou ainda a importância da implementação do polo de resseguro no Rio de Janeiro, o qual se destina a trazer para o país novos negócios importantes desta atividade.

Em sua fala, o superintendente da Superintendência de Seguros Privados, Roberto Westenberger, ressaltou o cresceu de 1,24% do setor de seguros, em termos reais, no ano de 2015. Esse desempenho, segundo ele, confirma o movimento de resiliência do mercado. “O setor demora mais para sentir a profundidade da crise econômica que já se manifestou em outras áreas da economia”, frisou. Mas, a seu ver, esse comportamento não deve ser motivo de ufanismo nem de acomodação. O momento, segundo Westenberger, é de arregaçar as mangas. “O Brasil tem território, população, recursos naturais, democracia e o setor de seguros tem que fazer a sua parte. Vamos fazer mais esse ano. Temos toda uma conjuntura de produtos que estão a ponto de municiarem a nossa economia, como o seguro de longevidade dos fundos de pensão, acoplado ao resseguro, que pode trazer para o setor um faturamento estimado de R$ 20 bilhões de uma tacada só”, anunciou.

Roberto Westenberger destacou ainda o conjunto de ativos de R$ 800 bilhões gerados pelo setor de seguros, os quais superaram o do mercado previdência fechada. Nunca o setor de setor de seguros havia superado os ativos desse segmento. Há recursos que estarão à disposição e esse será um grande desafio para este ano e os que vierem a seguir: fazer com que essa indústria se transforme um investidor institucional ainda mais pronunciado.

Em sua fala, José Carlos Abrahão, diretor-presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), afirmou que desempenho do setor de seguros mostra o crescimento da nossa sociedade. “O seguro saúde é um braço e uma liderança dentro da saúde suplementar e exemplo dentro das demais representações da saúde. O órgão regulador tem procurado transmitir transparência e previsibilidade nesse momento em que todos os brasileiros têm que fazer o seu dever de casa. Tenho pautado as nossas ações em um tripé: melhorar o acesso à saúde pela população, que esse acesso tenha qualidade e que venha com sustentabilidade não só econômico e financeira, mas com sustentabilidade social, que é o que a nossa sociedade deseja”, enfatizou.

Juliana Pereira, secretária da Secretaria Nacional de Defesa do Consumidor (Senacon), a qual representou o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, na cerimônia, associou a imagem do seguro à confiança que os consumidores depositam nos produtos e serviços que o mercado oferece. “O nosso país hoje precisa, urgentemente, de compromissos e pactos. Os consumidores sofrem muito os impactos das situações adversas da economia. Nada mais correto neste momento do que estarmos juntos. Precisamos estabelecer uma agenda de confiança, de respeito e de compromissos para que tenhamos uma sociedade e relações econômicas e sociais mais equilibradas. Não tenho dúvida de que as lideranças do setor de seguros tem esse compromisso. Temos sempre mantido um diálogo aberto com o mercado. E, aqui, renovo esse compromisso”, destacou Juliana.

O presidente da Confederação Nacional das Instituições Financeira (CNIF) e do Grupo Bradesco, Luiz Carlos Trabucco Capi, que também compôs a mesa de abertura da cerimônia de posse, foi enfático ao abordar a atual situação econômica do país: “Independentemente do momento difícil em que vive o Brasil, temos um grande objetivo. Ou nós paramos de piorar ou vamos piorar muito. O Brasil precisa ser a locomotiva de si mesmo, pois não pode mais esperar a locomotiva da China, que desacelera, ou mesmo europeia, claudicante, ou por outras locomotivas”, afirmou, acentuando que o seguro está nos eixos das preocupações. Quando nada sobra, sobra o seguro”, ressaltou.

Além de Marcio Coriolano, as federações ligadas à CNseg também empossaram novos presidentes. João Francisco Borges assumiu a Federação Nacional de Seguros Privados (FenSeg); Edson Luís Franco vai comandará a Federação Nacional de Previdência Privada (FenaPrevi); Solange Beatriz Palheiro Mendes, a Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde); e Marco Antonio da Silva Barros se manteve à frente da Federação Nacional de Capitalização (FenaCap).

*Informações de CNseg

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